NOTÍCIAS

Fique por dentro das novidades

Como transportar cães e gatos no carro?

 Os nossos amigos de quatro patas fazem cada vez mais parte do nosso dia-a-dia e é comum querermos sua companhia, seja para um passeio no final de semana ou uma saída mais longa em feriados.
Em viagens de carro, é muito importante que seu bichinho esteja preso dentro do veículo, o que garantirá a sua segurança. Eles jamais devem ser levados soltos no carro, pois podem ser lançados em casos de acidentes ou paradas bruscas ou mesmo distrair o motorista. Confira algumas dúvidas comuns:

1. É permitido andar no banco da frente?
Não. Animais devem ser transportados no banco de trás ou no porta-malas, sempre presos pelo cinto de segurança. A desobediência à lei geral multa e pontuação na CNH.

2. O motorista pode levar o cachorro no colo?
Segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), não é permitido “dirigir veículo transportando pessoas, animais ou volume à sua esquerda ou entre os braços e pernas”, ou seja, o motorista jamais deve ficar com seu gato ou cachorro no colo enquanto estiver dirigindo, pois isso pode atrapalhar sua concentração e causar um acidente. Essa prática rende uma multa de R$ 130,16 e 4 pontos na carteira.

3. Posso transportar animais do lado de fora do carro?
O transporte de pessoas, animais ou carga do lado de fora do veículo é proibido pelo artigo 235 do Código de Trânsito Brasileiro e render uma multa de R$ 195,23, além de 5 pontos na CNH.

Passo a passo para transportar seu pet com segurança no carro
Mas afinal, qual é a maneira correta de transportar animais domésticos em veículos? O iCarros conversou com Samantha Melo, adestradora comportamental da Cão Cidadão, para entender melhor.

1. Acostume-o
O primeiro passo é acostumar o cãozinho ou gatinho ao veículo. O contato inicial deve ser feito com o carro desligado na garagem.

“O ideal é que ele suba sozinho, então jogue um petisco ou coloque-o gentilmente no banco. Repita várias vezes. Depois, aumente o tempo de permanência dele no veículo e a oferta de recompensas. Vá aumentando o estímulo de maneira gradual e consistente (ligando o carro, saindo para voltas curtas, etc.)”, explica a adestradora.

Para pets que já possuem um certo trauma e, portanto, ficam muito agitados ou tremem e babam, o ideal é procurar a ajuda de um profissional para não agravar o quadro.

2. Encontre a melhor opção
Existem hoje três opções seguras no mercado para o transporte de cachorros: caixa de transporte, coleira peitoral presa ao cinto de segurança e a cadeirinha.

No geral, a caixa de transporte é a opção mais segura para animais acostumados a ela, pois eles não têm como escapar e são menos impactados pelo que acontece ao seu redor. No entanto, a cadeirinha também é uma ótima opção para cães menores e a coleira peitoral funciona bem com qualquer porte.

Para gatos, a única opção segura é a caixa de transporte. “A capacidade deles de se soltar é impressionante, só a caixa garante que não escapem”, conta Samantha.
Independente da opção escolhida, o animal sempre deve estar preso pelo cinto de segurança.

3. Torne a viagem confortável
Viagens de carro podem ser estressantes para os bichinhos, especialmente as de longa duração. Para amenizar os impactos causados, faça algumas pausas durante o trajeto para que ele faça suas necessidades, coma e beba água. A atenção deve ser redobrada nessas paradas com gatos, já que eles podem escapar com mais facilidade.

Outra dica é gastar a energia do pet antes da viagem, com brincadeiras ou um passeio longo. Oferecer ossinhos ou brinquedos de borracha recheados de comida também é uma saída para distrair animais que não enjoam.

Como transportar coelhos, hamsters, tartarugas e aves?
Viagens de carro são muito estressantes para essas espécies e devem ser realizadas apenas em casos de extrema necessidade, como uma ida ao veterinário ou mudanças definitivas. Esses animais devem ser colocados em caixas de transporte adequadas para cada espécie e porte – sempre presa ao cinto de segurança - de forma que fiquem confortáveis, mas não muito soltos.

 

 

 

 

Fonte: icarros

2 de outubro de 2020